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Críticas

Crítica | Creed: Nascido Para Lutar

Write on: Segunda, 07 Dezembro 2015 13:29

Quando fiquei sabendo que o filme "Creed – Nascido Para Lutar" estava em produção, confesso que, a princípio, fiquei com um pé atrás. Embora soubesse da premissa, que de fato era boa, fui egoísta, pensando que mexer em uma franquia que, para os amantes do cinema incluindo este que vos escreve é inesquecível, de modo infantil me convenci que o projeto iria fracassar. Porém, tivemos a oportunidade de participar de uma sessão de pré-estreia na Comic Con Experience, e, ao sair da sala de exibição, pude digerir duas emoções: a primeira, que não devo julgar filmes antes de vê-los. A segunda, que talvez tenha me tocado mais, é a emoção que senti ao término do filme. Sem dúvida, me senti do mesmo jeito que aqueles que puderam, em 1976, assistir ao primeiro filme da franquia "Rocky, um lutador", e outros clássicos do cinema. Ou seja, a emoção é indescritível.

A premissa, embora seja muito boa, não surpreende em uma Hollywood que já não cria, faz remakes e coisas do tipo. O longa gira em torno de Adonis "Hollywood" Creed (Michael B. Jordan), e sim, ele é filho da lenda do boxe "Apollo Creed". Embora a sua atuação não tenha muitos desafios, exceto pela parte física, nos mostra que Jordan tem se tornado um bom ator. Ele consegue convencer o espectador de ser herdeiro de Creed. No filme, sua vida corre sem sentido todo o tempo, menos quando ele sobe ao ringue. Por não conseguir treinar em sua cidade, "L.A", se muda para Filadélfia. É nesse ponto que Rocky Balboa (Sylvester Stallone) entra em cena. Este mereceria um artigo especial só para ele, dada a grandeza em sua atuação neste longa.

Fiquei muito feliz em ver a evolução na atuação de Stallone, o que até lhe rendeu uma pré indicação ao Oscar. Acho difícil que ele chegue entre os finalistas, devido a grande concorrência, porém digo que foi merecidíssimo este reconhecimento a ele. Ver o ídolo Balboa idoso, "dependente", mas forte mentalmente, foi de fato, emocionante. Ao meu redor, era nítido ver alguns com os olhos cheios de lágrimas pela homenagem que o filme faz aos atores originais da franquia, Talia Shire (Adrian) e Burt Young (Paulie).

Ao meu ver, nasce agora uma nova franquia. Claro, com elementos que se destacaram na antiga, como por exemplo a fotografia. Daqui a alguns anos, tenho certeza de que este filme vai estar entre os filmes inesquecíveis, como foram os primeiros filmes do Rocky. Aguardo ansiosamente o lançamento deste filme nos cinemas, para poder aprecia-lo mais uma vez. Que os produtores de Hollywood aprendam com o diretor Ryan Coogler a sim, revisitar antigas franquias, mas equilibrando boas doses de emoção e muito respeito aos personagens apresentados.

5/5

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Heisenberg

Viciado em games, séries, HQ's, busco sempre estar atualizado no meio do entretenimento. "Gênio, Playboy, Bilionário e Filantropo..."

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