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Preview | Gotham [2ª Temporada]

Depois de uma mediana primeira temporada, com todos os seus altos e baixos narrativos, foi prometido ao público um novo rumo ao programa, com episódios mais conectados que possam explorar com mais profundidade os personagens da série. Por esse motivo Gotham ganhou um subtítulo: Rise of the Villains. Será que este primeiro capítulo cumpriu esse papel?

A história começa exatamente onde a temporada anterior parou, possibilitando que o roteiro tomasse aquele desfecho como ponto de partida para dar novos rumos aos seus personagens. Pinguim é o Rei de Gotham e, depois de uma mudança no Departamento de Polícia, a bússola moral do detetive James Gordon oscila, na medida em que ele procura a ajuda do Pinguim. Enquanto isso, Bruce Wayne continua a explorar os segredos do escritório de seu pai, enquanto os recém-chegados à Gotham, Theo Galavan (James Frain) e sua irmã Tabitha (Jessica Lucas) fazem amizade com alguns aliados improváveis – um grupo de perigosos reclusos de Arkham.

Apesar de Gordon funcionar como o protagonista da historia na maioria das vezes, houve um bom equilíbrio de tempo em tela das outras figuras. Vale destacar Edward Nygma e o Pinguim que prometem continuar roubando as cenas com seus feitos doentios e seus estilos caricatos. Bem a cara de Gotham.

Jerome também chegou para ficar com sua versão do "Coringa". Aliás, apesar de parecer muito com o vilão, fica a dúvida se de fato ele é mesmo o icônico Palhaço do Crime ou outro personagem que simplesmente o representa. Apesar de muito bem interpretado por Cameron Crowe, o psicótico Jerome ainda não brilhou como prometido e esperamos que essa luz brilhe no momento que menos esperarmos.

Theo Galavan e sua irmã Thabita também se revelaram como vilões a altura de um grande problema. Suas ações lembram de maneira positiva outras situações ocorridas na DC Comics através da Liga dos Assassinos, da Corte das Corujas ou de Vandal Savage e sua Legião do Mal. Este tipo de desafio é o que pode trazer uma nova dinâmica ao programa.

Bárbara Kean também ganhou uma nova roupagem. Ainda bem! A personagem, que era a pior da temporada anterior, deve ganhar aqui um papel semelhante a Arlequina e outras vilãs loucas das HQs do Homem-Morcego.

Falando nele, finalmente Bruce seguirá sua jornada em busca de seu destino ou "o chamado". Incomoda um pouco esse lance de legados deixado pelos pais. Toda essa conexão força a historia e desvirtua a mitologia de maneira desnecessária. Mas aqui no universo criado para a série de TV Gotham, pode funcionar perfeitamente.

Há pouco tempo atrás saiu um rumor de que essa série não seguiria para um lado fantasioso ou fictício demais. Mas não foi isso que esse primeiro episódio demonstrou. E isso está longe de ser ruim, possibilitando a apresentação de personagens mais surreais no programa. 

Há um humor negro explícito nesse novo começo de Gotham, e um tom meio cartunesco que combina com o estilo do show. Rise of the Villain começou bem, mostrando a queda de heróis com atitudes que contradizem o que eles representam e a ascensão de vilões vindo das sombras e do submundo frio e nojento da cidade. Mas ainda é cedo para dizer que é diferente do que já vimos anteriormente. O jeito é esperar e acreditar na promessa de uma temporada mais envolvente.

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Last modified on Quarta, 23 Setembro 2015 04:08
André R. Candeias

Nerd. Escritor. Leitor. Tenho Stephen King como meu mentor platônico nos livros. Sou DCnauta assumido. Meu jogo predileto é Silent Hill. Meus diretores prediletos são Christopher Nolan, Peter Jackson e Zack Snyder.

Pra relaxar adoro ouvir trilhas sonoras, principalmente as de Hans Zimmer.

Além do mais sou fã assíduo de Star Wars, o universo da Terra-Média de Tolkien, Game of Thrones e por último, mas não menos importante, The Walking Dead.

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