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Críticas

Critica | Agent Carter [1ª Temporada]

Com apenas oito episódios em seu primeiro ano, a série conseguiu trazer de volta toda aquela áurea deixada em Capitão América: O Primeiro Vingador, continuando a trama sob o ponto de vista de uma entristecida Peggy Carter. Apesar de ser um spin-off direto dos filmes, a duvidosa série se sai bem, sem precisar fazer conexões o tempo inteiro com os filmes. É possível assistir Agent Carter sem nunca ter visto os filmes, apesar de que eles a complementam de forma grandiosa.

Mais que referencias do próprio Universo Marvel Cinematográfico, a série trás pequenos easter eggs que fãs mais assíduos identificarão. Um deles é a menção a menção as Corporações Roxxon, que já havia sido citada no primeiro filme do Homem de Ferro.  Há uma participação especial Stan Lee também que, como todos bem sabem, costuma fazer uma pontinha na maioria dos filmes baseados nas historias da editora. Outro ponto positivo é a presença de ícones que já passaram pelos longas, como Dum Dum Dugan e seu Comando Selvagem, Howard Stark com papel fundamental dentro da trama (novamente interpretado por Dominic Cooper) e um vilão conhecido dos filmes do Capitão América que não vou citar o nome para não estragar a surpresa. Outras figuras conhecidas são Edwin Jarvis, um dos melhores personagens da série e muito bem interpretado por James D’Arcy e o pai de Ivan Vancko, Anton, numa versão mais jovem obviamente. Pra quem não se lembra de Ivan Vancko, ele foi o vilão em Homem de Ferro 2 e ele faz uma referencia ao seu pai no decorrer do filme. 

Os vilões da série são bem interessantes, passando pela Hidra e o citado Leviatã e chegando a espiã russa Dottie (cuja origem pode se remeter a Viuvá Negra) e o Dr. Ivchenko, que na verdade é o Dr. Fausto dos quadrinhos, um vilão insano que utiliza de suas táticas de hipnose para persuadir suas vitimas a fazer o que ordenar.

É claro que houve tantas outras referencias, mas elas não acontecem para forçar a historia em nenhum momento e fazer aquelas amarras necessárias com os filmes. Na verdade Agent Carter anda muito bem de forma independente, sustentando-se em seus próprios elementos, como uma Nova Iorque pós-guerra e a volta dos preconceitos femininos. Por onde passa, Peggy houve referencias ao herói da América e seu grande amor; ao mesmo tempo em que precisa lidar com a dor, a agente sofre com o preconceito e o rebaixamento na SSR (agencia na qual trabalha). 

Mas Peggy não se deixa levar pelos preconceitos da época e muito menos pela dor. Ela é uma personagem que, apesar de ser simplesmente humana, torna-se especial pela sua forte personalidade e habilidades como agente. Agindo nas sombras para ajudar Howard, que está foragido, ela passa por momentos de sufoco, driblando a SSR e a Hidra ao mesmo tempo, embarcando no submundo da espionagem da década de 40. 

Hayley Atwell fez um trabalho incrível. Na verdade ela já tinha mostrado o quanto era boa através de sua personagem, desde o filme Capitão América: O Soldado Invernal e suas participações como no curta One-Shot da Marvel, na série Agents of SHIELD e no filme Capitão América: O Soldado Invernal.  Mais que estabelecida, agora ela prova do que realmente é capaz em sua primeira temporada, e continuará provando em cenas dos vindouros filmes do estúdio, Os Vingadores: A Era de Ultron e Homem-Formiga. Atwell mostrou também que possui uma química incrível com James D’Arcy. Peggy e Jarvis formam uma dupla dinâmica incrível!

O cenário da série está impecável, retratando com fidelidade a época em que se passa. O figurino é outra maravilha, não deixando a desejar em nada. A ação em Agent Carter acontece de maneira regular; a série não se preocupa com o ritmo, mas sim com o desenvolvimento de sua trama, mesmo que seja lenta e não gere expectativas para o episodio seguinte. Porem, quando a ação acontece, ela é boa e não acontece simplesmente por acontecer. 

Agente Carter se assemelha a uma graphic novel. Seu enredo se passa no Universo Marvel Cinematográfico, mas ela não se prende a essas conexões ou ao gênero de Super-heróis. Como citado anteriormente, essa é uma serie de espionagem retro, que bebe do gênero de aventura e o drama do contexto épico. Vale a pena acompanhar por ser a primeira serie de uma protagonista feminina da Marvel, por servir como complemento ao primeiro filme do Capitão América e por ser uma programação interessante para toda a família. É óbvio que a segunda temporada poderá explorar mais do passado do Universo Marvel... Se realmente a proposta for essa, Agent Carter pode funcionar de maneira incrível que agradará todos os fãs e introduzirá os leigos nesse mundo maravilhoso.

  3.5/5

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André R. Candeias

Nerd. Escritor. Leitor. Tenho Stephen King como meu mentor platônico nos livros. Sou DCnauta assumido. Meu jogo predileto é Silent Hill. Meus diretores prediletos são Christopher Nolan, Peter Jackson e Zack Snyder.

Pra relaxar adoro ouvir trilhas sonoras, principalmente as de Hans Zimmer.

Além do mais sou fã assíduo de Star Wars, o universo da Terra-Média de Tolkien, Game of Thrones e por último, mas não menos importante, The Walking Dead.

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